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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pensar positivo e encarar a vida com um sorriso no rosto é a receita para acabar com o sofrimento

“Para mim, o próprio objetivo da vida é perseguir a felicidade. Isso está claro para mim. Todos querem ser felizes. O propósito de todos os seres vivos e de todas as religiões é buscar a felicidade”, Dalai Lama.

Ser feliz é a busca maior de todo ser humano. Seja por meio do amor, de um bom emprego ou de dinheiro. Cada pessoa tem a sua fórmula pré-determinada para a felicidade. Mas, na maioria das vezes, essa busca não tem fim e, apesar de conseguir tudo o que deseja, o ser humano não consegue ser feliz na plenitude.

Para o budismo, o sofrimento está ligado ao três venenos-raiz da mente: lobha (desejo, apego), dosa (aversão, ódio) e moha (ignorância, cegueira). A psicóloga e escritora Bel Cesar, autora do livro “Mania de Sofrer” (Editora Gaia), disse que cada veneno está ligado ao outro. “Por ignorância, atribuímos ao mundo exterior uma qualidade de solidez, e assim, acreditamos poder possuí-lo. Isto nos leva a sentir desejo, pois passamos a crer que poderíamos desejar algo e obtê-lo sob nosso domínio. Quando percebemos que tudo não é permanente e que nada é possível de ser possuído, sentimos aversão”, explicou.

Buda e o sofrer
Buda acreditava que tudo na vida leva ao sofrimento. Em seu primeiro sermão depois da iluminação, ele apresentou as quatro nobres verdades: existe sofrimento; o sofrimento tem causas; o sofrimento tem um fim e existe um caminho para finalizar o sofrimento.

Nos princípios do Yoga, a explicação do sofrimento se aproxima do conceito budista. Patañjali em seus Yoga-Sutras afirma que as causas de perturbações mentais são os klesas, ou seja, aquilo que gera dor, aflição ou miséria. São eles: Avidya, que significa ignorância, encobrir a realidade por meio da ilusão, valorizar os fenômenos materiais e físicos; Asmita, a sensação de individualidade, de estar identificado com o ego pessoal; Raga, o apego ou paixão àquilo que é experimentado como agradável; Dvesa/, a aversão ou repugnância ao que é desagradável; e Abhinivesa, o apego à vida, temor à morte. Monja Coen, missionária oficial da tradição Soto Shu – Zen Budismo, em São Paulo, disse que a dor vem da incoerência. “A separação da verdade traz sofrimento. É não aceitar a realidade e querer que a vida seja diferente”, disse.

Rosana Biondillo, professora de São Paulo, e autora do blog www.yogablog.zip.net afirmou que as pessoas sofrem por não se conformarem com a vida. “A não-aceitação da realidade da vida é que traz a dor. Se você não aceita, não consegue resolver as questões”, falou.

Como acabar com o sofrimento
Sofrer significa a insatisfação com as experiências nas quais vivemos. Bel Cesar afirmou que o problema das pessoas é que elas buscam algo que não existe. “Quando compreendemos que nossas expectativas estão baseadas em carências insaciáveis, começamos a entender como entramos e saímos das tramas de nossos conflitos emocionais”, comentou. Se o desejo e o apego forem extintos, o sofrimento deixa de fazer parte da vida.

Para se livrar das causas do sofrimento, é necessário um pouco de esforço. Na visão budista, para se alcançar a libertação do “eu”, deve-se andar no caminho do meio ou o nobre caminho óctuplo. Esse caminho óctuplo compreende oito verdades: compreensão correta, pensamento correto, fala correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta e concentração correta. “É necessário manter uma inabalável determinação. O esforço para não desanimar tem que ser constante, pois costumamos desistir quando algo se mostra além de nossas possibilidades imediatas”, comentou Bel César. Monja Coen atentou para a perseverança no caminho da libertação. “Não devemos desistir. Se cairmos sete vezes, levantamos oito. Insista”, disse a monja, que também falou que a felicidade não vem do nada. “É preciso ter a intenção de mudar para conseguir algum resultado. Não adianta querer ser feliz sem mudança”, completou.

No Yoga, o apego é uma das principais causas do sofrimento. Mas desapegar não significa largar tudo. “Você não deve ser uma pessoa largada, sem sentimentos, que não liga para nada. Desapegue, mas conscientemente. Apenas deixe de dar tanta importância a tudo”, comentou Rosana, que também afirmou que não existe pessoa sem desejos. “É muito difícil alguém não ter desejos. Reconheça o desejo e trabalhe com esse conceito. E preste atenção se você não está fazendo da sua vida esse desejo”, orientou.

Conheça-se e descomplique
Um dos primeiros passos para conseguir trilhar o caminho da felicidade é o autoconhecimento. Se você reconhece seus defeitos, erros e sentimentos, fica mais fácil trabalhar para o fim daquilo que causa dor. “Se você tem ódio de alguém, não negue. Reconheça esse sentimento e descubra a razão dele. Assim, você consegue perdoar a pessoa e deixa de sofrer, pois essa raiva só traz dor a você”, disse Rosana.

Bel completou que a aceitação é imprescindível à felicidade. “A segurança interna surge à medida que nos posicionamos diante da dor. Não adianta fingir que não estamos sofrendo. Aceitar o impacto da dor ajuda a acessar a sabedoria intuitiva”, disse. Para se conhecer, a meditação é a melhor maneira. “Medite para trazer o autoconhecimento e a transcendência de si mesmo. Sinta o seu “eu”, entre no seu interior. Só assim você consegue mudar”, disse a missionária budista.

Depois de reconhecer o que aflige, comece a praticar o desapego ao próprio sentimento. “No mesmo instante em que aceitamos a dor emocional, estamos prontos para renunciar por ela”, refletiu Bel. Não se cobre demais se as coisas deram erradas. Faça o que você pode naquele momento. Tentar ser perfeito o tempo todo gera frustrações que podem tirar o seu bom humor. “Descomplique a vida e tudo será mais fácil. Pense positivo. Veja a vida de uma maneira mais simples e aprecie as coisas comuns, como um dia bonito ou o sorriso de uma criança”, orientou Biondillo. E tente tirar o foco dos problemas para conseguir enxergar o lado bom da vida. “Temos a capacidade de ajustar o pensamento. Tente não estimular o negativo. Transforme as coisas ruins em coisas produtivas e não fique afirmando o que te faz sofrer”, orientou Coen.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O corpo físico e cada um dos chacras

Nosso corpo físico tem uma ligação sutil com o mundo astral. É através do desequilíbrio desta energia vital que as pessoas adoecem e acabam obstruindo esta ligação com o Divino. Daí, a relação entre as doenças e as crises emocionais. É muito comum ver pessoas que acabam somatizando e transformando energias negativas, depressão, raiva, solidão, em doenças físicas, como cânceres e outras mais graves. Nosso corpo físico tem pontos, que quando ativados, fazem fluir a energia vital, nos trazendo alegria e, principalmente, saúde. É através dos nadis (meridianos) - caminhos invisíveis dentro do nosso organismo - que a energia vital caminha por todo o nosso corpo e chega aos chacras, em pontos que concentram vibrações mais específicas, conforme veremos à seguir:

Muladhara

Muladhara chacra
(Chacra Raiz)
Nome em sânscrito: MULADHARA ("Base e fundamento"; "Suporte")
Mantra: Lam.
Localização: Base da Espinha.
Cor: Vermelho.
Elemento: Terra.
Funções: Traz vitalidade para o corpo físico.
Qualidades Positivas: Coragem, Estabilidade. Individualidade, Paciência, Saúde, Sucesso e Segurança.
Qualidades Negativas: Insegurança, Raiva, Tensão e Violência.
O primeiro chacra (conhecido como Chacra Base ou Raiz), situado na base da espinha dorsal, relaciona-se com o poder criador da energia sexual. Quando esse chacra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas. Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios, sexualidade exacerbada ou até mesmo a presença de um tumor no local.

Svadhisthana

Swadhisthana chacra
(Chacra órgão genital e base da barriga)
Nome em sânscrito: SWADHISTANA ("Morada do Prazer")
Mantra: Mam.
Localização: Abaixo do umbigo.
Cor: Laranja.
Elemento: Água.
Funções: Força e vitalidade física.
Qualidades Positivas: Assimilação de novas ideias, Dar e Receber, Desejo, Emoções, Mudanças, Prazer, Saúde e Tolerância.
Qualidades Negativas: Confusão, Ciúme, Impotência, Problemas da bexiga e Problemas Sexuais.
O segundo chacra também chamado esplênico, sacro ou do baço, é responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chacra é estimulado, propicia uma boa captação energética.

Manipura

Manipura chacra
(Chacra do umbigo)
Nome em sânscrito: MANIPURA ("Cidade das Jóias")
Mantra: Ram.
Localização: Zona da barriga.
Cor: Amarelo.
Elemento: Fogo.
Funções: Digestão, emoções e metabolismo.
Cristais: Âmbar, Olho de Tigre e Ouro.
Qualidades Positivas:Auto controle, Autoridade, Energia, Humor, Imortalidade, Poder pessoal e Transformação.
Qualidades Negativas: Medo, Ódio, Problemas digestivos e Raiva.
O terceiro chacra (conhecido como Chakra do Plexo Solar) localiza-se na região do umbigo ou do plexo solar, e está relacionado com as emoções. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional e a possibilidade de doenças crônicas.

Anahata

Anahata chacra
(Chacra cardíaco)
Nome em sânscrito: ANAHATA ("Invicto"; "Inviolado")
Mantra: Yam.
Localização: Coração.
Cor: Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor).
Elemento: Ar.
Funções: Energiza o sangue e o corpo físico.
Qualidades Positivas: Amor incondicional, Compaixão, Equilíbrio, Harmonia e Paz.
Qualidades Negativas: Desequilíbrio, Instabilidade emocional, Problemas de coração e circulação.
O quarto chacra situa-se na direção do coração. Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.

Visuddha

Visuddha chacra
(Chacra Laríngeo)
Nome em sânscrito: VISHUDDA ("O purificador")
Mantra: Ham.
Localização: Na garganta.
Cor: Azul claro.
Elemento: Éter.
Funções: Som, vibração, comunicação.
Qualidades Positivas: Comunicação, Criatividade, Conhecimento, Honestidade, Integração, Lealdade e Paz.
Qualidades Negativas: Depressão, Ignorância e Problemas na comunicação.
O quinto chacra fica na frente da garganta e está ligado à tireóide. Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.

Ajña

Ajña chacra
(Chacra Frontal)
Nome em sânscrito: AJÑA ("O Centro de comando")
Mantra: Om.
Localização: Na testa, entre as sobrancelhas.
Cor: Azul índigo.
Elemento: Todos os elementos.
Funções: Revitaliza sistema nervoso e a visão.
Qualidades Positivas: Concentração, Devoção, Intuição, Imaginação, Realização da alma e Sabedoria.
Qualidades Negativas: Dores de cabeça, Medo, Problema nos olhos, Pesadelos e Tensão
O sexto chacra situa-se no ponto entre as sobrancelhas. Conhecido como "terceiro olho" na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.

Sahasrara

Sahasrara padma
(Chacra Coroa)
Nome em sânscrito: SAHASRARA ("O Lótus das mil pétalas")
Mantra: Aum.
Localização: No topo da cabeça, bem no centro.
Cor: Violeta e Branco.
Elemento: Todos os elementos.
Funções: Revitaliza o cérebro.
Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito.
Qualidades Negativas: Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.
O sétimo é o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chakra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.

Número e principais nadis

Existe uma indefinição nos tratados quando ao número de nadis. No Shiva Samhita é de 350.000 nadis. Já o Hatha yoga Pradipika mencionava, há 3500 anos, 72.000 nadis. Na prática do Yoga são mencionados, entretanto, somente as três principais: Sushumna, Ida e Pingala,
  • A Sushumna, é talvez o mais importante dos canais de energia. Ela segue o alinhamento do Merudanda (Meru: a montanha que é o eixo do mundo pela mitologia Hindu), o eixo da coluna vertebral (cerebro-espinhal) e flui da extremidade inferior da mesma até chegar a extremidade da cabeça, na assim-chamada coroa-craniana. Sushumna é descrito como de cor vermelha (a cor do fogo (Agni)).
  • As nadis da Ida e da Pingala são frequentemente relacionados aos dois hemisférios do cérebro.
    • Pingala é o princípio masculino (aquecendo-se para acima, tem como qualidades a extroversão e a energização). É a nadi solar, e corresponde ao lado direito do cérebro.
    • Ida é o o princípio feminino (tranquilizando para baixo, tendo como qualidades a introversão e a serenidade). É a nadi lunar, correspondendo ao lado do esquerdo do cérebro.
  • As duas nadis são estimuladas e limpas com a prática do Nadi Shodhana Pranayama, que envolve respirar alternamente através das narinas esquerdas e direitas, que estimulariam alternadamente os lados respectivamente direito e esquerdo do cérebro.
Nadis são consideradas às vezes como estendendo até a pele do corpo, outras como se estendendo ao limite da aura.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como o Ayurveda e o Yoga podem ensinar a aceitação e os cuidados adequados para você


Cuidar do corpo já faz parte de nossas rotinas. As academias estão cheias (principalmente com o fim do inverno), as pessoas já reconhecem que saúde física é necessária para desempenhar qualquer aspecto da vida. A prática de asanas é uma alternativa para a promoção dessa saúde. Mas a filosofia yóguica dá outra dimensão ao conceito do que é ser saudável, além de bons motivos para nos cuidarmos.

O veículo

Mesmo na Índia antiga, berço do Yoga, não foi sempre que o corpo físico teve seu lugar garantido na cultura. Segundo o professor Pedro Kupfer, em sua tradução do Hatha Yoga Pradipika, um manual antigo da prática de Hatha e Raja Yoga, com o aparecimento do Tantra (filosofia da qual a prática de asanas faz parte), o corpo deixa de ser causa de pecado e perdição, e passa a ser considerado um veículo para a transcendência e a realização divina do homem.

A professora de Yoga, psicóloga junguiana e coordenadora do Núcleo Ganesha em São Paulo Márua Pacce explica que “o reconhecimento do corpo como um instrumento que permite acessar a alma representa um grande ganho para o nosso desenvolvimento”. Assim, além de dependermos dele para desempenhar todas as tarefas que temos na vida, passamos a ter essa nova cena em que o corpo é o principal instrumento para o autoconhecimento.

O problema é que podemos cair em armadilhas como a vaidade ou a busca por uma aparência que não nos pertence. Assim, passamos a cuidar do corpo pelos motivos errados, deixando de lado saúde e bemestar e passando à busca de um corpo ideal que nem sempre é adequado à nossa constituição original. “Na cultura ocidental”, continua Márua, “corremos sério risco de fragmentar o aprendizado que podemos obter por meio do corpo, entendendo-o como a expressão de uma forma. O culto à forma pode nos levar à intensificação da vaidade e do narcisismo, ou a uma negação do nosso self.”

Espelhos de hoje

Outro assunto tão debatido quanto a saúde é o risco que o modelo de beleza de hoje pode trazer às nossas vidas. Os psicoterapeutas reichianos e praticantes de Yoga Edmundo Barbosa e Cláudia Massa Regina explicam que os prejuízos do padrão de beleza atual podem ir além do físico. “Parece que ter um corpo perfeito dentro de determinados padrões é a única fórmula de sucesso e felicidade. Os que não têm essa ’sorte’ recorrem a cirurgias, tratamentos e a uma rotina escravizante na pretensão de conquistar uma boa auto-estima. Erroneamente as pessoas buscam amorpróprio olhando para modelos e estereótipos externos sem estabelecer contato internamente com seu próprio corpo e sua própria auto-imagem.”

Então entra a filosofia do Ayurveda explicando que, além de não ser aconselhável, não é possível para todos conseguir um corpo de modelo. O renomado médico ayurvédico dr. David Frawley, que esteve em agosto em São Paulo para participar do Congresso Internacional de Ayurveda, explica que nascemos com determinado corpo por uma questão de karma. Então seu corpo, segundo o Ayurveda, é exatamente o que você precisa para alcançar o que veio aprender nessa vida, para o seu caminho de autoconhecimento. Esse corpo vem com algumas características que não podem ser completamente transformadas.

As pessoas que têm uma constituição predominantemente vata (elemento ar dificilmente terão um corpo naturalmente musculoso com formas arredondadas, assim como um corpo predominantemente kapha dificilmente se tornará magérrimo sem prejudicar a saúde. A tentativa de transformar o corpo em algo que ele não é pode ser agressiva e gerar graves distúrbios.

“O modelo atual de beleza é ser muito magro, o que tende a agravar o dosha (biótipo ayurvédico) vata. O simples agravamento de vata já causa baixa auto-estima, ansiedade, indigestão nervosa e até anorexia”, adverte o dr. Frawley. “Enfatizar a aparência física pode nos custar paz interna e contentamento.” O culto exagerado à beleza externa pode levar a uma desconexão e corremos o risco de não gostarmos mais do corpo que passa a vida nos servindo. “Se quisermos estar no mundo não como uma forma oca”, aconselha Márua, “teremos de religar as dimensões psicofísicas para criar mais brilho nos olhos e magnetismo pessoal.”

A prática

A prática de asanas é um tipo de exercício físico que, teoricamente, não agride sua natureza interna. As filosofias do Yoga e do Ayurveda ensinam como adaptar a prática, assim como outras atividades que fazem parte do nosso dia-a dia, de acordo com sua Com uma prática consciente, passamos a conversar melhor com nosso corpo e nossa fisiologia. A professora Márua ainda ressalta que “a prática de asanas pode restabelecer uma conexão com sua pulsação, com o contorno do seu corpo, sua densidade, resultando em uma enorme aceitação do seu corpo e de si mesmo, criando felicidade”.

Essa aceitação, segundo Cláudia, faz com que o corpo se torne um aliado e instrumento para levarmos as qualidades da prática, como flexibilidade e vitalidade,para o mundo externo.

O dr. Frawley acrescenta que a prática de asanas pode nos ajudar a atingir o corpo ideal, que dependerá do biótipo. Os asanas nos ajudam a nos desapegar do corpo e acessarmos formas internas de felicidade.

Yoga X Calorias?

“Quando as nadis estão purificadas, o corpo emagrece e brilha de forma natural. Então o yogi é capaz de reter a respiração à vontade, ativa-se o fogo gástrico, o nada ame seu corpo (som interior) se faz audível e a saúde se
torna perfeita.” Hatha Yoga Pradipika, II:19, 20


O texto acima é parte do Hatha Yoga Pradipika e, se o que chamou mais a sua atenção foi a possibilidade de perder uns quilos fazendo pranayama, você pode cair em uma armadilha.

Fazer Yoga pode não ser a forma mais eficiente de queimar calorias e com certeza não é o objetivo principal desta prática. Não que esse não seja um dos efeitos, já que o Yoga traz o corpo para o equilíbrio. Mas uma eventual perda de peso se dá mais pelo aumento de consciência e conhecimento das reais necessidades do corpo do que pela queima de calorias.

Quem está acima do peso pode, sim, encontrar na prática de asanas um aliado. O Hatha Yoga Pradipika cita algumas técnicas como asanas(posturas), pranayamas (exercícios respiratórios) e satkarmas (purificações) que ajudam a perder esse excesso. O texto enfatiza também que a alimentação do yogi deve ser restrita e moderada.

O médico ayurvédico e professor associado da International Academy of Ayurveda em Pune, Índia, dr. José Ruguê, expôs em sua palestra no Congresso Internacional de Ayurveda que a prática de asanas é um medicamento externo. Serve para eliminar distúrbios e trazer o corpo para um equilíbrio de saúde. “Ninguém consegue pensar no Supremo quando está com dor nas costas”, comenta o professor.

sábado, 20 de agosto de 2011

Como o Yoga ajuda no desempenho de terapias ou antidepressivos

Fonte do Sofrimento
Em virtude do estresse humano e da complexidade tecnológica dos nossos tempos, freqüentemente assumimos que o nosso tempo é o pior de todos. Mas seres humanos sempre sofreram. “Viver em um corpo mortal” Buddha dizia, “é como viver em uma casa em chamas”. Sob o prisma do yoga, a fonte de nosso sofrimento é a nossa ignorância - avidya. Nos esquecemos de quem somos nós. Criamos uma identidade a partir do que fazemos, de quem amamos, de quanto dinheiro queremos ganhar e coisas que circundam nossas vidas. Desde a perspectiva clássica do yoga, estamos convidando o desapontamento, quando não a depressão para nossas vidas, porque criamos a nossa identidade baseada em nossos cinco kleshas, ou aflições existenciais – ignorância, egoísmo, apego, aversão e medo de morrer – que nos afastam e limitam a nossa realidade.

Muito de nossa angústia moderna provém da nossa inabilidade em amenizar nós mesmos, porque muitos de nós, não recebeu experiência suficiente para estar seguro e cuidado como as crianças. Se um trauma precoce pode perturbar a química cerebral, será que experiências de cicatrização em psicoterapia e o mat do yoga podem normalizar este distúrbio da mente ocasionado por um trauma? Muitos psicoterapeutas e yogis acreditam que sim. Ou, se alguns preferem não falar em termos biomédicos, eles sentem que o yoga trabalha bem com pessoas que sofrem de depressão. Talvez as estórias mais convincentes venham dos próprios praticantes, que sentem que o yoga devolveu-lhes a vida.

Professor internacional de yoga e psicólogo clínico, Richard Miller, editor e fundador do Journal of the International Association of Yoga Therapists, afirma que a maioria dos pacientes que tratou tem a crença de que não deveriam ser o que são. O primeiro passo é observar como esse pensamento pode influenciar em suas vidas – na respiração, pensamento e corpo. Por exemplo, uma professora que consultou Miller para o tratamento do início de uma depressão seguiu seu conselho e fez um diário, para que pudesse perceber a quantidade de julgamentos sobre si. Durante uma sessão de terapia, ele pediu que ela fizesse um âsana. “Ela imediatamente percebeu que seu interesse na postura era se estava sendo executada corretamente ou não”. Daí se tem noção conhecimento corporal, da crença crônica.

Inicialmente, a ênfase na aproximação do Dr. Miller com o paciente depressivo era para ajudá-lo a ver o que ele aceita ou não em sua vida. Então, a ênfase é transferida para a natureza de auto-aceitação. Às vezes, de acordo com o Dr. Miller, quando aceitamos algo que julgávamos ruim, estamos meramente “reorganizando os móveis”. Para acessar a raiz do problema e prevenir que a depressão se instale novamente, é preciso perceber que a nossa natureza é livre de qualquer julgamento, é aberta e liberta. A fim de cultivar essa visão, Miller encoraja seus pacientes a entenderem que as pessoas não são suas emoções. É mais fácil o depressivo perceber que ele não é triste, mas tem a tristeza presente em sua consciência.

A forma de auto-aceitação sem julgamento que tanto se fala durante as aulas de yoga e em várias linhas de psicoterapia – o que os yogis chamam de “tranqüilidade” – pode ser desafiadora, mas ultimamente a salvação para uma pessoa depressiva. Além disso, de acordo com Miller, a depressão é um problema somático que penetra os tecidos e precisa de trabalho corporal. “Yoga é uma excelente forma de trabalho corpóreo que elimina o resíduo instalado no tecido”. A mentalidade yogue é que os samskaras (impressões, marcas, feridas decorrentes de um trauma físico-emocional) são primariamente retidos em corpos sutis e subseqüentemente reflete-se em sintomas físicos como a tensão. “As posturas do yoga podem penetrar no que Wilhem Reich, fundador da ciência bioenergética, chama de “armadura do caráter”, nossos padrões inconscientes de contrações físicas e defesas”, afirma Cope em Yoga and the Quest.

Mas professores diferem quanto ao uso de âsanas no tratamento de depressão, e a fonte dessa diferença parece ser se o mat de yoga é o local apropriado para trabalhar as emoções. Alguns professores tomam como única solução essa aproximação que permite até encorajar o aluno a externalizar as emoções mais obscuras no mat. Outros professores podem guiar o aluno para estar presente com as emoções que aparecem em movimentos longos, deliberados, além de permanecer mais tempo em cada postura. Há os que supõe que o mat seja o melhor lugar onde um aluno emerge de emoções obscuras e começa a sentir-se aliviado. Esses professores em geral recomendam uma prática vigorosa e desencorajam posturas que possam promover pensamentos, como a curvatura para frente e a Savasana, "a postura do cadáver ".

De acordo com o Dr. Koffler, um médico residente que trabalhou com Andrew Weil no Programa de Medicina Integrativo na Universidade do Arizona, “Se há aumento de corrente sanguínea na área, haverá aumento de bio-utilidade de oxigênio e glicose – os dois mais importantes substratos metabólicos para o cérebro”. Conseqüentemente então as células, banhadas em uma solução que é rica para a construção de blocos de norepinefrina, dopamina e serotonina, exigidos na criação de neurotransmissores, serão capazes de produzir tais químicos. “Em termos não-medicinais, quando praticamos yoga, temos que literalmente alimentar nosso cérebro com uma dose saudável dos nossos neurotransmissores auto-gerados.”

Para Stephen Cope, não é o âsana em si que importa, mas a qualidade da atenção que trazemos para esse que pode fazer a diferença para alguém que está deprimido. “Devagar, o movimento deliberado ancora a mente na sensação e permite que ocorra um reaprendizado”. A prática de posturas tem intencionalmente o propósito de criar a fundação fisiológica para a “estabilidade e relaxamento”, o que Patanjali falou há dois mil anos.

Mas Kraftsow relembra que cada indivíduo é único e todas as técnicas devem ser adaptadas às necessidades de cada corpo. Por exemplo, ele diz que apesar de muitas pessoas com depressão terem a parte superior das costas arredondada e peito afundado, há quem tenha a parte superior das costas achatada, então as posturas que se destinam a carências estruturais de uma pessoa podem funcionar melhor do que para aquelas cuja espinha é curvada para frente, mesmo que ambas estejam deprimidas. “A visão Viniyoga é que o trabalho do professor é conceder o método apropriado para o aluno e não fixá-lo em uma modalidade”. Ao tratar uma pessoa com depressão, Kraftsow tenta encontrar a pessoa onde ela esteja e conseqüentemente, medir os “passos” até uma sessão de yoga.

Para alguém que tenha pouca motivação para movimentar-se, ele inicia progressivamente. Ele pode começar com a pessoa deitando de costas, então mudar para posturas em pé mais vigorosas. Posturas em pé podem beneficiar pessoas que se sentem letárgicas para se exercitarem, “mas primeiro é preciso ter estratégia para tirá-los do sofá” e a melhor estratégia pode não ser os âsanas, mas simplesmente o convite para uma caminhada. ”Na minha própria experiência, quando estou me sentindo letárgico, mesmo uma “voltinha” pode tirar mais energia do que eu possa ter acumulado. Então o que fazer quando não se está a fim de praticar?” Às vezes coloco uma fita de áudio e deixo que outro professor conduza a minha prática. Há também aqueles dias em que o simples fato de sair de casa e levantar os braços pode me direcionar para uma forte e vigorosa respiração e prática de pranayamas. Mas ocasionalmente, nenhuma dessas coisas.


Esses são momentos quando Richard Miller diz, “deixe que o yoga venha até você”. Ele recomenda fazer uma postura, ou mesmo meia-postura, devagar e com tanta atenção, que por um instante, você sinta o seu braço direito “maravilhosamente bem, e que talvez você queira que o outro braço sinta a mesma coisa, e sua perna e a outra”. Nesses momentos, é especialmente benéfico “esvaziar aquele sentimento de precisar fazer direito, para liberar a rigidez e praticar de forma que realmente se esteja curtindo”. Quando o auto-julgamento surge no yoga, simplesmente o observe. Miller diz que isso é parte do processo eliminativo e deve ser esperado quando nos tornamos conscientes dos nossos antigos modos de pensar.

Bombeando o Prana
Quando Penny Smith eliminou ataques de pânico através de exercícios de respiração, ela estava explorando mil anos de sabedoria yogue. “Yogis compreenderam”, afirma Stephen Cope, “que mesmo na ausência de estressores imediatos, a “respiração perturbada” (respiração toráxica) poderia perpetuar ou recriar um estado de despertar do sistema nervoso causando estados de ansiedade, pânico ou reações de medo.” Milhões de anos atrás, yogis projetaram um profundo sistema respiratório abdominal-diafragmático que relaxa o corpo e acalma a mente.

Em sua experiência de tratar pacientes por meio da saúde mental em Phoenix, o professor de yoga Ted Srinathadas Czukor afirma que pranayamas foram as ferramentas mais efetivas. Em um caso, ele conta, uma mulher de 170 quilos com diversas deficiências físicas e psicológicas, que era freqüentemente sujeita a ataques de pânico, precisava ser sedada antes do tratamento médico de rotina. Depois de alguns meses praticando uma profunda respiração diafragmática com Ted, uma nova nota foi acrescida em seu relatório médico: “Antes de começar o processo, dê-lhe cinco minutos para praticar a respiração do yoga. Nenhum medicamento será necessário”.

Diversos novos estudos feitos sob proteção do Instituto Nacional de Saúde Mental e Neurociência na Índia concluíram que uma prática em particular chamada de Sudarshan Kriya, ensinada nesse país como “A Técnica Respiratória da Cura”, pela Fundação Arte de Viver, tem efeitos terapêuticos extraordinários – uma taxa de 68 a 73% de sucesso em tratar pessoas que sofrem de depressão, que agem sem dar atenção à severidade. De acordo com Sri Sri Ravi Shankar, um professor espiritual indiano que reavivou a técnica antiga, a raiz da depressão é um baixo nível de prana no sistema. A Técnica Respiratória da Cura é uma prática purificadora que envolve a respiração natural através do nariz, com a boca fechada, em três ritmos diferentes, “ inundando cada célula do corpo com oxigênio e prana, eliminando toxinas físicas e emocionais no nível celular”, diz Ronnie Newman, professor e pesquisador de terapias de Harvard e Diretor-pesquisador da Fundação Arte de Viver.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Asanas como um tratamento alternativo para cuidar do seu sistema cardiovascular

As doenças cardiovasculares fazem parte da lista de males da vida moderna. No Brasil, por exemplo, para o Ministério da Saúde, cerca de 30% das mortes são causadas pelas doenças cardiovasculares. A urbanização e a modernização das cidades levaram a uma mudança no estilo de vida e na alimentação da população, o que causou o aumento no número de pacientes que sofrem de algum problema no coração.

Os principais fatores de risco dos problemas cardiovasculares são obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial, fumo, estresse e colesterol alto. Para manter a saúde do coração, é necessário levar uma vida regrada, não fumar ou beber em exagero, comer alimentos saudáveis e com pouca gordura, fazer exercícios físicos e relaxar. Algumas pessoas precisam também tomar remédios para conseguir controlar a pressão ou o colesterol.

Mas existem também tratamentos alternativos para ajudar no problema, e o Yoga está entre eles. Além de ser um exercício físico e ajudar a acalmar a ansiedade para controlar a alimentação, algumas posturas podem ajudar a melhorar a saúde do coração. “Todos os asanas trabalham o sistema cardiovascular. As práticas mais intensas são melhores ainda, pois não param entre um e outro, fortalecendo o coração”.

Como o prana (energia vital) circula pelo corpo com a prática de Yoga, a energia estagnada nos órgãos é liberada, fazendo com que o organismo funcione mais perfeitamente. Isso inclui o coração. Também é promovida uma maior irrigação sangüínea por todos os órgãos. “O Yoga é a única forma de exercício físico, por exemplo, que permite a pessoa ficar em posição de cabeça para baixo (abaixo do nível do coração) em permanência e isto favorece tremendamente a região de órgãos superiores do corpo como coração, pulmões, cérebro e glândulas endócrinas desta região importantes como a hipófise”.

Por ser um exercício mais leve do que uma corrida, por exemplo, o Yoga também pode ser praticado por pessoas com alguma limitação cardiovascular não muito grave. Mas deve-se tomar cuidado, pois não se podem generalizar deficiências cardiovasculares. Como estes problemas podem ser congênitos ou decorrentes de um estilo de vida inadequado, é necessária uma avaliação médica geral.

As posturas fazem uma extensões do músculo do peito fortalecem a região, melhorando a elasticidade do coração. “Os músculos do coração estão ligados à região torácica e estes asanas (posturas) dão flexibilidade às vértebras torácicas, bem como a todos os músculos desta região, favorecendo a resistência às doenças do coração. Naturalmente que estes asanas devem ser adequados à condição física de cada pessoa”.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

21 de agosto (domingo) - Programação Parque Ibirapuera

Aberto ao público, não é necessária inscrição
Gramado próximo ao Auditório do Ibirapuera Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2

Aulas experimentais

Agende já uma aula experimental de Hatha Yôga com o Profº Robson Lahoz.
Telefones para contato: (11)43212556 ou (11)85821381

Dicas diárias - Asanas

Dicas diárias - Asanas

Muitos praticantes ficam frustrados quando constatam que não conseguem executar todos os asanas do Yoga. E, mediante essa dificuldade, se “jogam” na prática, levando o corpo a movimentos extremos, na intenção de um dia “fecharem” determinado asana. Essa atitude merece reflexão, pois qual o objetivo final do Yoga? Por que, afinal, praticamos asanas? Seria a intenção final da prática somente colocar o pé na cabeça?
 
Asanas são muito mais que práticas físicas. As posturas finais não devem ser o objetivo final do praticante. Mais importante é estar presente; “atenção na ação”. Pedro Kupfer diz: “O propósito é descobrir a inteligência que está escondida no corpo, a consciência que está escondida no corpo; este é o ponto de partida para poder achar a verdadeira identidade.”
 
Miguel Homem, professor de Yoga, diz: “A prática de asana é uma oportunidade para exercitar a consciência de Sakshi (consciência testemunha). Sakshi assume a posição daquele que contempla, observa sem se identificar, sem se deixar levar. Observa a ação, a execução dos asanas, sem deixar que o fluxo do pensamento e das emoções sejam levados inconscientemente pelo decorrer da prática. Mantém-se lúcido, onisciente e onipresente do seu corpo, da sua energia, das suas emoções e pensamentos. Atento, sem julgar e sem criticar. Atento para conhecer, para ampliar a consciência de si mesmo. E é nesse ampliar diário de consciência que se conquista o samadhi”.
 
Resumindo: não force seu corpo para além do que ele permite dar a você. Faça do asana um meio para chegar à meditação, esqueça o ego gritando para que execute as posturas como seu colega no tapetinho ao lado. Lembre-se que seu corpo precisa de ahimsa( ou não violência ). Não por acaso os yamas (código de conduta para viver com um estado de conciência virtuoso ) e niyamas ( é um conjunto de comportamentos codificados como "as observâncias" ) aparecem no Ashtanga Yoga de Patañjali mesmo antes dos asanas. Reflita. E se seu joelho não toca o chão quando tenta executar padmasana( Postura de lotus ), por exemplo, respeite os limites de seu corpo. Use bloquinhos sob os joelhos e embarque na plenitude da execução do asana!